Sábado, 21 de julho de 2018
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São os idosos normo nutridos?

O estado nutricional do idoso deveria ser uma questão primordial quando avaliamos nossos pacientes em consultório. O processo normal de envelhecimento cursa com uma série de alterações fisiológicas e normais que, na maioria das vezes, o profissional médico atento somente a doenças não se dá conta.

Inúmeras situações são peculiares ao envelhecimento, ocorrendo em maior ou menor grau, de acordo com a idade e a população analisada.

São consideradas alterações peculiares ao envelhecimento:

1) Alteração das papilas gustativas e das glândulas salivares.

2) Gastrite atrófica e hipocloridria da idade.

3) Diminuição das enzimas responsáveis pela quebra de dissacarídeos.

4) Perda de dentes.

5) Diminuição da metabolização de vitamina D devido ao espessamento da pele provocado pela queratinização fisiológica da idade.

6) Diminuição do estímulo da sede e com isso baixa ingesta de água.

7) Diminuição da absorção de ferro podendo levar à anemia ferropriva.

8) Déficit visual e, como consequência, diminuição do prazer de comer.

Associado a estas alterações próprias do envelhecimento, inúmeros outros fatores de ordem sócio econômica e de logística na obtenção e preparação dos alimentos também podem influenciar no estado nutricional do idoso.

Dentre eles, podemos destacar:

1) Baixo poder aquisitivo.

2) Isolamento e falta de vontade de preparar as suas refeições.

3) Dificuldade na obtenção de fontes de proteínas de alto valor biológico e que forneçam BCAA (aminoácidos de cadeias ramificadas).

4) Dificuldade na obtenção de fontes de vitaminas e minerais (legumes e verduras).

5) Diminuição da capacidade funcional.

6) Perda da socialização e Depressão.

7) Fumo e álcool.

Devemos ainda considerar que a presença de determinadas doenças como Diabetis, Hipotireoidismo e o uso de determinadas medicações são, muitas vezes, fatores de agravamento do estado nutricional do idoso.

Todos estes fatos citados acima podem levar a um estado nutricional deficiente, levando a uma série de alterações importantes, acarretando:

1) Menor atividade física com hipotrofia muscular secundária, déficit de equilíbrio e aumento na probabilidade de quedas e fraturas.

2) Imunossupressão.

3) Menor capacidade de cicatrização de feridas (deficiência de Proteinas, vitamina C e Zinco).

4) Osteoporose, etc.

É comum em uma investigação nutricional o paciente referir que come muito bem; porém, quando questionado indiretamente sobre a qualidade dos alimentos, muitas vezes o médico se depara com uma ingesta bastante deficiente.

Devemos sempre ter em mente que o ideal é que qualquer indivíduo tenha como base da sua alimentação a pirâmide alimentar, que aborda os 3 tipos de alimentos, (energéticos / construtores e de reserva), fato este bastante incomum no caso dos idosos.

Perguntas simples como:

Qual o seu café da manhã?

O que o senhor (a) come no almoço?

O senhor (a) janta ou toma somente um lanche?

Quantos litros de água o senhor (a) bebe por dia?

Sua urina sai de que cor?

Permitem ao médico experiente ter uma noção da ingesta alimentar de seus pacientes idosos, bem como o seu estado de hidratação. Na grande maioria das vezes a alimentação do idoso é rica em Carbohidratos e Gorduras e pobre em Proteínas

Sempre que possível, a complementação da investigação com exames laboratoriais específicos pode melhorar esta avaliação, orientando a melhor forma de suprir estas necessidades.

Quando a ingesta proteica apresenta-se deficiente, suplementos proteicos e vitaminados podem ser de utilidade nesta abordagem.

Converse com seu médico especialista ou faça uma avaliação nutricional com uma Nutricionista competente.